sexta-feira, 11 de maio de 2018

Horta é coisa de criança?


Certa manhã do mês de março de 2018, a turma de 1º período, da professora Vanessa Herdy e A.E Monique Lopes estava na área externa da escola e observaram que o mato havia sido podado, mas que a área da horta continuava com mato muito alto.
Uma das crianças perguntou porque o cercado estava cheio de matos. A professora explicou que ali há algum tempo havia uma horta. Uma das crianças, o Pedro Lucas comentou que o avô morava na roça e tinha uma horta. Combinaram convidar o avô, Domício, para ajudar na revitalização da horta da escola.
Ele veio, fez a limpeza do espaço. 

A aluna Maria Clara trouxe alguns pacotinhos de sementes: cenoura, quiabo e tomate. A professora fez uma campanha para arrecadar garrafas pet para cercar os canteiros.


 
 
 

 

Ao mexer na horta perceberam que havia minhocas e quiseram saber sobre as mesmas.Foi construído na sala um minhocário, no qual as crianças puderam ver ovos de minhocas, minhocas de vários tamanhos. Aprenderam que as minhocas servem para deixar a terra mais fértil e fofinha.
Cerca de um mês depois as minhocas foram liberadas na horta. As crianças se divertiram pegando as minhocas e comparando seus tamanhos.


A foto do ovo abaixo foi tirada sobre um papel para que as crianças melhor o visualizasse.






Fizeram uma tabela sobre os legumes preferidos da turma.


 

Agendaram um passeio ao bairro Santa Rita de Cássia, onde concentra os plantadores de verdura da região.
Lá puderam conhecer além do espaço, a diversidade de verduras, obter alguns esclarecimentos sobre horta. Viram o processo de semeadura a nível comercial e compraram mudas para melhorar a horta que estavam implantando na escola.



 






 








As mudas foram plantadas em canteiros e em garrafas pet cortadas como ilustrado abaixo.





Ao observarem a horta descobriram lagartas comendo a couve e alguns ovinhos numa folha. A folha foi levada para a sala e seu desenvolvimento acompanhado. As lagartas foram alimentadas até que viraram casulo.
No final de semana de feriado prolongado de primeiro de maio nasceu a borboleta. Mas ao chegarem na quarta-feira ela estava morta no pote. As crianças concluíram que foi porque ela não conseguiu voar para se alimentar uma vez que o pote estava coberto. Puderam ver o casulo perfurado de onde ela saiu.



O projeto continuará com ampliação do espaço feita por pais e comunidade escolar. Teremos a parceria do SESC de Barra Mansa com o Projeto "Horta nas Escolas" com doação de terra, mudas e manutenção da mesma junto aos alunos.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Histórias... quantas possibilidades!


A literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. É importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas e muitas histórias, pois é através dos livros e contos infantis que a criança assimila a importância de ouvir, contar e recontar. De acordo com Abramovich (2009, p.14), “escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo”.
Incentivar a formação do hábito de leitura na idade em que todos os hábitos se formam, isto é, na infância, é muito importante. Neste sentido, a literatura infantil é uma peça fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social da criança, sendo que cada criança é um ser particular, cada uma possui suas dificuldades e limitações; exerce papel essencial na aprendizagem. É importante entender como se dá o processo de formação da leitura. Pais e docentes precisam saber como podem estimular este processo que será significativo por toda a vida. A influência dos pais na formação de leitores é grande porque eles são grandes incentivadores na formação dos hábitos na criança que estarão presentes desde a infância até a velhice, além do contato com o livro e a rica aprendizagem, surge aí o gosto pela leitura.” Trecho do blog da Geralda
Bettelheim (1980, p. 15) ressalta que: Os contos de fadas proporcionam diversos sentimentos na criança como fantasia, medo, alegria e tristeza, o que é importante para a criança aprender a lidar com estas emoções.


Segundo Gilda Rizzo ouvir histórias é uma das atividades mais importantes do currículo pré-escolar e deve ser uma das atividades de rotina, pois desenvolve atenção, imaginação, observação, memória, reflexão e linguagem. A contação de histórias pode visar vários objetivos e utilizar de várias técnicas.
Hoje venho apresentar uma utilizada pela professora Carina do primeiro período 2, do primeiro turno com o objetivo de detonar o projeto “Animais em Perigo” (em extinção). Ela se vestiu de Chapeuzinho Vermelho e contou a história: “A verdadeira história de Chapeuzinho Vermelho”. Nela aparece a carta que o lobo escreveu para a Chapeuzinho Vermelho pedindo ajuda para se tornar bom. A professora aproveitou e explorou gênero textual escrevendo com a crianças a resposta à carta do lobo e convidando-o para visitar a escola. As crianças estão ansiosas pela resposta.